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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Desmatamento na Amazônia cresce 29% em um ano

Fonte: Agência Brasil


Estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o desmatamento da Amazônia teve crescimento de 29% em 2016. No período de agosto de 2015 a julho deste ano, o instituto registrou uma taxa de 7.989 quilômetros quadrados (km2) de remoção total da cobertura da floresta por corte raso. O país não atingia a marca de 7 mil quilômetros quadrados desmatados desde 2010. 

O estado do Pará teve 3.025 km2 de sua área devastada, o que representa a maior taxa de desmatamento na Amazônia Legal. O Amazonas, contudo, é o estado que teve o maior aumento, com uma devastação 54% superior à registrada entre 2014 e 2015. Os únicos estados que apresentaram queda nas taxas foram o Acre e Mato Grosso. No entanto, Mato Grosso é o segundo estado com a maior área desmatada.

O mapeamento mostra ainda que, em comparação a 2004, quando foi iniciado o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, houve redução de 71% na taxa de corte raso, ou seja, na eliminação de toda vegetação existente sobre uma área. Os dados são registrados por satélite em áreas que tem mais 6,25 hectares.




Repercussão

Especialistas e integrantes de organizações não governamentais reagiram ao resultado. Para Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, o crescimento do desmatamento em 2016 deve representar um aumento de 130 milhões de toneladas de gás carbônico nas emissões brasileiras. “Isso equivale a tudo que emitiu em 2015 o Estado de São Paulo, o mais populoso do Brasil, ou a duas vezes a emissão total de Portugal. A área desmatada é o dobro da meta que o Brasil fixou para 2020, de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80%, para 3.925 quilômetros quadrados. Estamos nos afastando cada vez mais do compromisso”, afirma.

O Greenpeace defendeu mudança nas políticas de combate ao desmatamento. “O número é a colheita do que se plantou nas políticas nos últimos anos: anistia a desmatadores no Código Florestal, abandono da criação de áreas protegidas e demarcação de terras indígenas e o passa-vergonha da meta para florestas do Brasil na ONU. Para reverter essa situação só há um jeito: desfazer as políticas erradas. O anúncio da transparência do Cadastro Ambiental Rural é um começo, mas é preciso fazer mais”, disse Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também se manifestou sobre a elevação da taxa e cobrou ações mais efetivas de combate ao problema. “Essa taxa comprova que a luta contra o desmatamento precisa ser uma batalha nacional, não mais apenas da área ambiental. Nós, enquanto sociedade, deixamos que isso acontecesse, e agora teremos de ser criativos para reduzir e zerar a devastação. Precisamos de novos incentivos, de monitoramento mais eficiente e do envolvimento do setor privado. Só comando e controle não bastam mais”, declarou André Guimarães, diretor-executivo do Ipam.

Governo

Em nota, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, afirmou que, desde junho, o orçamento da pasta obteve um crescimento significativo para as principais unidades envolvidas no combate ao desmatamento: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Serviço Florestal Brasileiro.

“O MMA [Ministério do Meio Ambiente] conseguiu disponibilizar a integralidade de limite para empenho, ou seja, o ministério tem hoje zero por cento de contingenciamento”, destacou o ministro.


Sarney declarou ainda que a nova fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal deve ampliar o diálogo com os estados e os setores produtivos e que será elaborada uma lista de municípios prioritários na Amazônia e no Cerrado para a adoção de medidas de prevenção e controle do desmatamento. O ministro reconheceu que o monitoramento não é suficiente.  “Embora necessários, instrumentos de comando e controle têm alcance limitado, sendo indispensável o desenvolvimento de alternativas econômicas”, declarou.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Previsão para La Niña na Paraíba não é animadora , revela meteorologista

Fonte: Blog Fala Prefeito

O meteorologista e chefe do setor de Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia em Recife, Edinaldo Correia, afirmou que as previsões para o período chuvoso no Sertão e Cariri da Paraíba, como para todo o Nordeste, não são animadoras. É que o fenômeno La Niña não terá grande intensidade.
– A El Niña atua no Oceano Pacífico e é oposta do El Niño. Ao término dele entra a La Niña que ainda está com intensidade fraca. A previsão não é muito animadora para a região Nordeste no sentido de solucionar o quadro de chuvas – disse.
O pesquisador ainda ressaltou que para o Epitácio Pessoa ter uma recarga de água significativa, era preciso ter chuvas acima da média no semiárido.
– Não é um ano promissor de chuvas no semiárido nordestino. Quando o ano é regular, ela tem a tendência de dezembro a abril ser o período chuvoso. Para que chegue água em Boqueirão, deve chover no Sertão e Cariri – ressaltou.
Apesar da escassez, o meteorologista disse que o La Niña ainda será melhor que o El Niño e ocorrerá chuvas com intensidade moderada e com uma melhor distribuição, porém abaixo da média.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eclipse lunar total vai coincidir com a superlua no domingo

Agência Brasil
Pela primeira vez desde 1982, de acordo com a agência espacial norte-americana (Nasa), ocorrerá no próximo domingo (27) um eclipse lunar total simultaneamente a uma superlua.Trata-se de uma coincidência o fato de a lua estar se aproximando da fase cheia, e também do seu ponto mais próximo da Terra, disse hoje (23) o astrônomo Eugênio Reis Neto, coordenador de Educação em Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), do Rio de Janeiro.
O astrônomo explicou que a órbita da lua não é circular. “Ora a lua se aproxima da Terra, ora se afasta um pouquinho. Aí, uma vez por ano, coincide ela estar na fase cheia e estar no ponto mais próximo”. A isso se chama superlua.
No domingo (27), esse fenômeno vai coincidir com o fato de o satélite da Terra também passar na sombra da Terra. “Ela vai ser eclipsada pela Terra. É um espetáculo muito bonito que a gente vai ver”. O eclipse começará por volta das 23h de domingo e entrará pela noite. “O Brasil inteiro vai ver esse eclipse em todo o seu processo de entrada e saída da lua na sombra da Terra”.
Segundo Eugênio Reis Neto, o eclipse da lua ocorre todos os anos, da mesma forma que a superlua. Ele disse que o próximo eclipse total lunar será visto no Brasil somente daqui a quatro anos.
Em relação à superlua, ele disse que não é raridade, porque costuma acontecer uma vez por ano, “pelo menos”. Acrescentou que “astronomicamente mesmo”, a superlua vai ocorrer nesse domingo (27). “Ela vai chegar na sua fase cheia com poucos minutos de diferença de onde ela chega no ponto mais próximo da Terra. E vai coincidir este ano com o eclipse”.
Segundo o astrônomo do Mast, o fator que favorece essa coincidência de fenômenos é a geometria das órbitas, que ocorre de tempos em tempos. “É um fator geométrico.”

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Desperdício de água no país equivale a seis Cantareiras, diz instituto

 Pedro Peduzzi 
Agência Brasil

Rio Tietê sofrendo com dejetos de poluição - Foto - Prefeitura de Pirapora

Além de despejar todo dia o equivalente a 5 mil piscinas de esgoto em seus rios, o Brasil desperdiça, por ano, um volume de água que corresponde a seis sistemas Cantareira. As comparações foram apresentadas, hoje (8), pelo presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. O instituto é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país.

“A situação do saneamento no Brasil não condiz com um país que é a sétima economia do mundo”, disse aos senadores. Édison Carlos acrescentou que o desperdício anual de água equivale a R$ 8 bilhões que deixam de retornar ao saneamento básico.

Ele ressaltou que, se esses prejuízos financeiros e naturais fossem evitados, seria possível reduzir os impostos cobrados ao setor de saneamento. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,  participou da audiência pública e disse que independentemente dos desperdícios e da crise hídrica “as empresas de saneamento viraram arrecadadoras de impostos”.

Para o governador, as campanhas de prevenção têm mostrado resultado no combate às perdas. Segundo Alckmin, em São Paulo, as campanhas foram responsáveis pela diminuição de gastos de água em 83% das unidades consumidoras (residências, empresas, indústrias, por exemplo).

Para estimular a economia de água, o governo do estado adotou a estratégia de dar bônus a quem passou a usá-la de forma racional e cobrar mais caro das unidades que mantiveram os gastos, afirmou o governador.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

IBGE disponibiliza informações sobre a vegetação do Brasil


Nielmar de Oliveira
Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou a partir de hoje (20), em formato digital, um conjunto de informações históricas sobre a vegetação do país, produzido nas décadas de 1970 e 1980. O material foi elaborado a partir dos projetos Radar da Amazônia (Radam) e Radambrasil, fruto da expansão do projeto original estendido para todo o território nacional em 1975.

Segundo o IBGE, a iniciativa possibilita que as informações das duas décadas, agora em formato digital, possam ser comparadas com dados mais atuais.
Para o IBGE, a obtenção do mapa da vegetação nas décadas de 1970 e 1980, na escala 1:5.000.000 – em que 1 centímetro é igual a 50 quilômetros – permitirá a modelagem das informações para as atuais estatísticas ambientais dos estados; a aferição da quantidade de vegetação e do que se preservou, distribuída por tipos de vegetação, e a comparação dos níveis de desmatamento, comparando as áreas desmatadas na época do antigo mapeamento e as da atualidade.

O IBGE ressalta o fato de que os projetos Radam e Radambrasil levantaram dados sobre geologia, solos, vegetação, relevo, uso da terra e cartografia. “O Radam é considerado o maior projeto de conhecimento da cobertura de recursos naturais do território brasileiro, efetuado com imagens obtidas por radar aerotransportado (embarcado em aeronave). Além do potencial de análise e integração das informações apresentadas, o produto se destaca como um referencial histórico da vegetação brasileira para estudos e pesquisas atuais e futuros”, avalia o instituto.
 Os técnicos do instituto destacaram que o trabalho é de interesse direto para as atividades de geociências e ciências afins em todas as suas áreas (geografia, cartografia, geodésia, recursos naturais, por exemplo). “É importante também para a estatística, particularmente pela preservação do valioso material produzido na época dos projetos Radam e Radambrasil e uma contribuição à memória do desenvolvimento da cartografia temática e do sensoriamento remoto no país e, em especial, no IBGE”.

Criado em 1970, o projeto Radam foi pioneiro no mapeamento da vegetação no Brasil, ao iniciar, em 1971, o aerolevantamento e o levantamento de dados sobre geologia, solos, vegetação, relevo, uso da terra e cartografia em parte do território brasileiro. A partir de 1975, o projeto foi expandido para todo território nacional, passando a ser denominado Projeto Radambrasil.

Para obter  as informações, o Radam utilizou radares capazes de superar as dificuldades de conseguir imagens homogêneas e de boa qualidade na região amazônica, onde a incidência de nuvens e as chuvas intermitentes restringiam a obtenção de fotografias aéreas convencionais. Pelo sucesso do método utilizado e a qualidade das respostas obtidas, a área original do Radam foi sendo gradativamente ampliada para toda a Amazônia Legal, numa primeira etapa, até atingir a totalidade do território brasileiro em 1975, explicou o IBGE.

Além do mapeamento integrado de recursos naturais de todo o território nacional, o projeto gerou também produtos como os mapeamentos Metalogenético Previsional, levantamento que integra dados geológicos, geoquímicos, geofísicos e das características das mineralizações, com objetivo de definir áreas com diferentes potencialidades e exploração sustentável para a mineração e do Potencial dos Recursos Hídricos de grande parte da Região Nordeste.

terça-feira, 24 de março de 2015

População pode trocar lixo eletrônico por desconto em conta de luz na PB

Do: G1PB

Moradores da Paraíba podem trocar aparelhos eletrônicos e de informática sem utilidade por descontos na conta de luz. A ação, divulgada nesta terça-feira (24), faz parte do Projeto Conta Cidadã da concessionária de energia do estado, a Energisa. A empresa disponibiliza pontos de coleta fixos em Campina Grande,João Pessoa e Bayeux além de unidades móveis em várias partes do estado.
O cliente precisa ir até um dos postos de coleta levando a conta de energia elétrica mais recente ou, se já possuir, o cartão de cadastro no Conta Cidadã. O desconto será calculado a partir da quantidade de lixo eletrônico que será levado e o desconto será concedido na cobrança seguinte. Nos pontos de coleta haverá uma balança para pesar os materiais.
De acordo com a Energisa, a reciclagem dos materiais será feita por diversas empresas especializadas. A empresa planeja coletar 15 toneladas de lixo nos pontos de coleta nos próximos 30 dias. Veja abaixo os pontos de coleta.
Materiais aceitos  
 
CPU, monitor, impressora, notebook, teclado, mouse, caixa de som, no break, estabilizador, leitor de CD/DVD, HD, floppy drive, fonte, roteador, centrais telefônicas. TV, aparelhos de som, vídeo cassete, aparelho de DVD, receptor de sinal de tv, ar condicionado, micro-ondas e ventilador.
Também são aceitas calculadoras, conversores diversos, celulares, telefones, tablets, liquidificador, aspirador de pó, batedeira, lavadora de roupa, secadora de roupa, lavadoura de prato, enceradeira, filmadoras, máquina de fotografia, secretária eletrônica balança eletrônico, CD player, motores e transformadores. 
Para mais informações, o consumidor deve ligar para 0800 083 0196.




Campina GrandeBodocongóRua João Sérgio de AlmeidaSegunda à sexta-feira09h às 15h
Campina GrandeLiberdadeRua Odon BezerraSegunda à sexta-feira09h30 às 15h30
Campina GrandeJosé PinheiroRua Marineira AgraQuarta, Quinta e Sexta-feira10h às 16h
Campina GrandePresidente MédiceRua João Cavalcante de ArrudaSegunda e terça-feira10h30 às 16h30
Campina GrandeCinzaRua Cláudio B. LimaSegunda-feira08:30h às 14:30h
Campina GrandeCatoléRua Luiza MottaTerça e Sexta-feira10h às 16h
Campina GrandeMalvinasAv. Plínio LemosQuarta-feira09h às 15h












































































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