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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Vacinação contra Gripe A na Paraíba começa nesta segunda

Fonte : Secom PB


O calendário de vacinação contra a gripe na Paraíba começa nesta segunda-feira (17) e mais de 1 milhão de pessoas deverão ser vacinadas, segundo informações do Ministério da Saúde.
Inicialmente, trabalhadores em saúde e as gestantes. A partir da quinta-feira (20), a imunização, em Campina Grande, será estendida para os outros grupos do público-alvo da campanha. Em todo o estado, para os demais públicos terá início dia 24 de abril e vai até o dia 26 de maio.
O diferencial da campanha de 2017 é que os professores de escolas públicas e privadas também foram incluídos entre os grupos prioritários.

No dia 24 de abril a campanha abre para os demais grupos de risco: idosos, puérperas (até 45 dias após o parto), crianças de seis meses a menores de cinco anos, pessoas com comorbidades (necessário apresentação da prescrição médica), povos indígenas e integrantes do sistema prisional.

A partir do dia 8 de maio a campanha começará para os professores, que a partir deste ano passam a integrar o grupo de risco. Para a imunização dessa categoria serão montados polos, um por Distrito Sanitário. Os professores deverão ir até um desses pontos portando além do documento de identidade, o contracheque para comprovar ser professor. Além dos polos, a partir do dia 8, esses profissionais também poderão procurar as USFs.
Dia D
Esse ano, além do dia 13 de maio, também haverá mobilização nos dias 20 e 27 deste mês e 3 de junho para imunização dos que integram os grupos de risco e que ainda não tenham sido vacinados. Nesses dias serão seis postos abertos para imunização dos grupos de risco.
Contraindicações
A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.
Precauções
Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação, até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.
Como prevenir
“Para evitar algumas doenças é imprescindível a higiene das mãos e dos ambientes”, orientou a coordenadora do setor de imunização da SMS. “Deve-se lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Se isso ocorrer, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável, além de não compartilhar alimentos ou copos e toalhas de uso pessoal”, disse a chefe da imunização da SMS, Chiara Dantas.
Pessoas com qualquer tipo de gripe devem evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, como também não devem usar medicamentos sem orientação médica e procurar o médico ou unidade de saúde mais próxima.

sábado, 1 de abril de 2017

Preços de remédios sobem até 4,76% a partir de hoje

Fonte: Agência Brasil 



O Diário Oficial da União publica nesta sexta (31) resolução do Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) autorizando os índices do reajuste anual de preços de medicamentos para 2017, que variam de 1,36% a 4,76%. O aumento começa a valer a partir desta sexta-feira.
De acordo com a resolução, o reajuste máximo permitido é o seguinte: nível 1: 4,76%; nível 2: 3,06; e nível 3: 1,36%. O Cmed é um órgão do governo integrado por representantes de vários ministérios.


O Sindicato da Indústria Farmacêutica  (Sindusfarma) informou, por meio de nota, que os índices de reajuste não repõem a inflação passada, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado de 12 meses, de março de 2016 a fevereiro deste ano.
“Do ponto de vista da indústria farmacêutica, mais uma vez os índices são insuficientes para repor os custos crescentes do setor nos últimos anos”, diz a nota.
Segundo o Sindusfarma, o reajuste anual de preços fixado pelo governo poderá ser aplicado em cerca de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Governo do Estado realiza curso pioneiro para vacinadores em Campina Grande

Fonte : Secom PB


Enfermeiros e técnicos de enfermagem dos municípios que integram a 3ª, 4ª e 5ª Gerências Regionais de Saúde participam, nesta quarta-feira (29), às 8h, da aula inaugural do Curso de Capacitação e Aperfeiçoamento em Sala de Vacina, que será realizada no Centro de Formação de Educadores, próximo ao Caic das Malvinas, em Campina Grande. O curso, pioneiro no Estado da Paraíba na modalidade de ensino à distância, é resultado de um convênio celebrado entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-PB).
O curso tem como objetivo principal aperfeiçoar, com base no Programa Nacional de Imunização (PNI), os conhecimentos e habilidades dos enfermeiros e técnicos de enfermagem do SUS que atuam nas salas de vacina do Estado da Paraíba, considerando a importância destes profissionais no aumento da cobertura e, consequentemente, na redução das taxas de morbidade e mortalidade da população. Outros objetivos incluem a atualização das técnicas de armazenamento e procedimentos com imunobiológicos, além de reflexões sobre a importância dos indicadores de saúde.



Os participantes do curso terão dois momentos presenciais, nesta quarta-feira e, ao final do quarto mês, no encerramento dos sete módulos. Os momentos presenciais acontecerão nas cidades-polo e, no caso de Campina Grande, o município sedia a 3ª GRS e, junto com a 4ª e 5ª Gerências, forma a 2ª Macrorregião de Saúde do Estado. Os encontros presenciais serão facilitados pelos tutores, que acompanharão o desenvolvimento das atividades e a frequência nos ambientes virtuais de aprendizagem, que visam a facilitar os estudos em horários mais convenientes para os profissionais, que não precisarão se ausentar do trabalho.

No primeiro encontro presencial, serão apresentados aos profissionais a metodologia do curso, os tutores e a plataforma na qual será oferecido o ensino à distância. Os sete módulos serão divididos em: Introdutório, Bases epidemiológicas, Bases imunológicas, Aspectos técnicos e administrativos da sala de vacina, Conservação dos imunobiológicos, Vacinação na rotina do serviço de saúde, Fontes de informações para SI-PNI. 

A avaliação será processual, considerando o desempenho, interesse, participação e frequência nas atividades disponibilizadas.
Serão oferecidas 25 turmas simultâneas, distribuídas pelas quatro Macrorregiões de Saúde do Estado e os momentos presenciais serão realizados, além de Campina Grande, em João Pessoa, Patos e Sousa.

terça-feira, 7 de março de 2017

Hospital de Trauma de Campina Grande implanta projeto Cão Terapeuta

Fonte: Secom PB



O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, que integra a rede hospitalar do Governo do Estado, lança um projeto inédito em hospital na Paraíba: a visita de bichos de estimação às crianças internadas. Conhecido por ‘Cãoterapia – Terapia Assistida por Animais’ o programa permite que cães devidamente treinados passem um tempo junto aos pacientes do hospital. Durante as visitas, além dos tradicionais afagos e brincadeiras, os cães estimulam a socialização das crianças, que dessa maneira se tornam mais receptivas ao ambiente hospitalar.

Foto: Jornal NH

De acordo com o diretor geral do Trauma-CG, Geraldo Medeiros, a unidade hospitalar tem sido pioneira em ações de humanização. “Essa Terapia Assistida por Animais (TAA) é um modelo de humanização hospitalar que nós iniciamos no setor da pediatria que consiste no contato das crianças internadas com um cão treinado para o contato humano, diminuindo o possível desconforto com o ambiente hospitalar”, destacou Geraldo Medeiros.
Para participar das atividades, os animais são submetidos à higienização, dentro do que é exigido pelas normas de controle de infecção hospitalar. Os cães também são vacinados e vermifugados para prevenir a transmissão de doenças. Para serem utilizados nestes trabalhos, os cachorros, além de receberem treinamento e cuidados específicos, devem ser dóceis e carinhosos.
A pet terapia é uma parceria entre o Hospital de Trauma-CG e o voluntário Bento Souto.  O projeto Terapia Assistida por Animais acontecerá todas as quartas-feiras, às 8 horas. A terapia com cães e outros animais de estimação não promete a cura de doenças, mas resulta em benefícios físicos e mentais para os pacientes que recebem as visitas.
A prática mostra que o simples contato com o animal já é suficiente para trazer benefícios às pessoas. Os contatos melhoram o sistema imunológico, trazem capacidade motora e fortalecem a autoestima.
No Trauma-CG, o cão será levado aos leitos dos pacientes, exceto os que, por algum motivo se encontrarem em isolamento. Cerca de 20 pacientes deverão ser beneficiados com esta terapia na ala pediátrica. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Trauma de Campina oferece serviço cirúrgico inédito na rede pública

Por: Ascom


          O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, começou a oferecer à população, desde a última sexta-feira (17), um serviço inédito na rede pública de saúde do Estado: a retirada de cálculos biliares sem corte, diferente do procedimento cirúrgico tradicional. Um casal de pacientes da unidade hospitalar foram os primeiros beneficiados com o novo serviço.
           O novo procedimento médico contempla, ainda, tratamento de fístulas biliares, drenagem da via biliar e neoplasias. Os profissionais responsáveis pelas cirurgias sem corte são os médicos Jesse Clementino e Vitor Andrade, que fizeram especialização no Hospital Mário Covas, em São Paulo.

           O diretor-geral do Hospital de Trauma de Campina Grande, Geraldo Medeiros, destacou os benefícios desse novo procedimento nos pacientes. “É um procedimento menos invasivo, que evita grandes cirurgias, algumas delas com complicações pós-operatórias. Para se ter ideia dos ganhos para a população, podemos dizer que o paciente não precisa ficar mais internado”, explicou.
Geraldo Medeiros ressaltou, ainda, que o Hospital de Trauma de Campina Grande já dispunha de toda a infraestrutura necessária, incluindo os equipamentos, para a realização desse tipo de procedimento. “Diante de um cenário econômico difícil, o Governo do Estado mostra a sua sensibilidade ao levar uma medicina de ponta aos mais carentes”, afirmou.
A estimativa é que sejam realizadas pelo menos oito cirurgias por mês. Inicialmente, serão atendidos os pacientes internados no Hospital de Trauma de Campina Grande. “É uma média de atendimentos excelente. Cálculo biliar é uma enfermidade que pode levar o paciente à morte, se não tratado adequadamente. Entre os sintomas, estão amarelidão e febre”, explicou o diretor-geral da unidade hospitalar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Fumacê contra dengue começa a operar na segunda em nove cidades da PB

Fonte: Portal Correio



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou na última sexta-feira (6) que vai executar a primeira Operação Fumacê (UBV) do ano, para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O serviço vai operar no período de 9 de janeiro a 2 de fevereiro, em nove municípios.


De acordo com a Saúde, a ação tem como objetivo bloquear a reprodução do mosquito. O fumacê é um composto de óleo mineral que mata qualquer tipo de mosquito, além de não apresentar qualquer risco à saúde das pessoas, conforme garantido pela Secretaria.




Em Mamanguape, Aroeiras, Soledade, Taperoá, Alagoa Grande, Esperança e Queimadas, a ação começa nesta segunda-feira (9); em Santa Cecília será no dia 10 e em Rio Tinto, no dia 12. Em cada município a ação ocorrerá em quatro semanas. O calendário do fumacê nos demais municípios será definido de acordo com o resultado do Levantamento do Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa).



Programação do fumacê

Esperança, Mamanguape, Alagoa Grande e Queimadas - dias 09, 16, 23 e 30 de janeiro 
Soledade e Taperoá - dias 09, 12, 16 e 19 de janeiro
Aroeiras - dias 09, 11, 16 e 19 de janeiro
Santa Cecília - dias 10, 13, 17 e 20 de janeiro
Rio Tinto - dias 12, 19 e 26 de janeiro e 02 de fevereiro.

Motivos

De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega, a escolha dos municípios se deu por critérios técnicos. “Foram levados em consideração o índice de infestação do mosquito, os casos de óbitos em decorrência das doenças transmitidas pelo Aedes e também os casos suspeitos das doenças registrados no sistema Dengue Online”, explicou.

Renata lembra que a ação ocorrerá durante todo o ano de 2017, de acordo com o LIRAa. “A partir do resultado do LIRAa e incidência das três doenças, serão definidos os próximos municípios e as datas para a Operação Fumacê”, falou. 

O LIRAa é realizado pelos Agentes de Controle de Endemias (ACEs) dos municípios e é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle das doenças. O levantamento identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito e os tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros mais comuns. A pesquisa proporciona informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle, permitindo a mobilização de outros setores, além das secretarias de saúde, como os serviços de limpeza urbana e abastecimento de água.

O LIRAa de 2017 está previsto para acontecer nos meses de janeiro (de 30 a 03/02); abril (de 24 a 28); julho (de 03 a 07) e outubro (de 23 a 27). O Ministério da Saúde assegurou aos municípios 60% dos recursos do teto de vigilância em saúde, para o primeiro semestre. O valor restante (40%) será repassado conforme o cumprimento das metas estabelecidas pelo Ministério. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Calendário de vacinação ganha novas vacinas para adolescentes de ambos os sexos

Fonte: Portal Correio


A partir do dia 2 de janeiro de 2017, as vacinas contra HPV para meninos com idade de 12 a 13 anos e Meningocócica C (protege contra meningite), para ambos os sexos, também com idade entre 12 e 13 anos, passam a fazer parte do calendário nacional de vacinação. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Imunização, já distribuiu as doses para as Gerências Regionais de Saúde, que repassarão a todos os 223 municípios paraibanos.



Na Paraíba, o público-alvo para se vacinar contra HPV é formado por 72.637 meninos e de Meningocócica são 142.979 entre meninos e meninas. O objetivo da vacinação HPV para população do sexo masculino é prevenir os cânceres de pênis e verrugas genitais. Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão dos vírus para as suas parceiras, ao receberem a vacina, os homens colaborarão com a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres, prevenindo também cânceres de boca, orofaringe, bem como verrugas genitais, em ambos os sexos.
A vacinação de adolescentes contra Meningocócica C proporcionará proteção direta impedindo o deslocamento do risco de doença para esses grupos etários, alcançando, ainda, o desejado efeito protetor da imunidade. “É bom que fique claro que não se trata de campanha de vacinação e sim de implantação de vacina na rotina do calendário do adolescente. É muito importante que os pais e responsáveis levem seus jovens para serem imunizados, evitando, assim que adquiram doenças que podem ser evitadas por meio destas vacinas”, disse a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga.

As vacinas estarão disponíveis em todas as Unidades de Saúde da Família a partir do dia 2 de janeiro de 2017.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Podemos comer caroços e sementes das frutas?

Fonte: Portal UOL



Na maioria dos casos, ingerir (acidentalmente ou não) o caroço ou as sementes de algumas frutas não faz mal para a saúde ou muito menos faz nascer um "pé" do fruto em sua barriga. Pelo contrário, segundos os especialistas, alguns oferecem tanto ou mais nutrientes do que a própria polpa. Basta evitar ingeri-los em grande quantidade. 

O caroço do abacate, por exemplo, tem até 70% mais antioxidantes —que combatem o envelhecimento— que a própria fruta. Já as sementes da melancia, embora desprezadas, são ricas em vitaminas e sais minerais que ajudam a manter cabelo, unhas e pele saudáveis. Mas elas devem ser mastigadas ou batidas no liquidificador junto com a polpa para que seus nutrientes sejam absorvidos. 
Então podemos comer sem preocupação? A verdade é que, embora não façam mal à saúde quando ingeridos com moderação, alguns caroços e sementes trazem, junto com os nutrientes, certos elementos "antinutricionais" que podem ser ligeiramente tóxicos. 



Venenos

É o caso das sementes da maçã. Dentro delas, existe um composto chamado amigdalina que, em contato com as enzimas do corpo humano libera o cianeto (que produz um gás venenoso). Mesmo em pequenas quantidades, o veneno pode matar.

Mas pode ficar calmo! Engolir uma ou duas sementes não fará mal. De acordo com um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, seria preciso comer 200 sementes de maçã, em média, para sentir os efeitos do gás —como falta de ar e convulsões. 

Essa mesma substância também está presente no caroço da cereja, do damasco, do pêssego e nas sementes da pera. Por isso, o melhor é descartá-los. 
A castanha de caju crua também é prejudicial ao organismo. Ela possui uma toxina chamada urushiol, que pode gerar dermatite ou inflamações na pele e, em último caso, até matar. Por isso, o ideal é que ela seja consumida após ser torrada. 

Dá apendicite? Cresce árvore no corpo?

Segundo os especialistas, a história de que engolir sementes pode dar apendicite não passa de um mito. A inflamação no apêndice (que é um prolongamento do intestino) é causada pela sua obstrução a partir de excesso de muco (vindo do intestino) ou pelo aumento do próprio tecido e não por sementes que possam chegar até lá, como muitos acreditam. 
Já a história de crescer uma árvore dentro do corpo não passa de mais um mito. Para se desenvolver, uma planta precisa de luz, água e gás carbônico. Três ingredientes difíceis de encontrar no corpo humano, não é mesmo? 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata têm doenças cardiovasculares

Fonte: Portal Correio


A cada ano cresce o número de casos de câncer de próstata no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 61.200 novos casos da doença no País em 2016. Trata-se do segundo câncer mais incidente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente na população masculina. 

A doença, na maioria dos casos, é assintomática em seu estágio inicial e, por isso, os sintomas começam a surgir apenas na fase avançada ou metastática 4,5. Outro ponto de atenção é a idade, pois três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos¹, idade em que o paciente costuma ter outras doenças associadas como risco cardiovascular aumentado. 
 

“Como há um risco alto de doenças cardiovasculares em idosos com câncer de próstata, é fundamental que o estado de saúde do paciente seja levado em consideração para a escolha do tratamento mais adequado, especialmente se o indivíduo apresentar histórico de doença cardiovascular ou pertencer ao grupo de risco”, explica Ariane Macedo, cardiologista e Vice-Presidente do Grupo de Estudos em Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuam doenças cardiovasculares associadas. E, nestes casos, estudos demonstraram que o tratamento hormonal antagonista (degarelix, comercializado no Brasil com o nome Firmagon) – um bloqueador dos receptores de GnRH – demonstrou a redução do risco de eventos cardiovasculares em 56% quando comparado às terapias agonistas através de uma metanálise². 

O degarelix (Firmagon), administrado como monoterapia, atua por meio do bloqueio direto da testosterona, fazendo com que o nível de supressão seja atingido dentro de um prazo de três dias após o início do tratamento 7,8, ao contrário dos agonistas que demoram, em média, de três a quatro semanas para suprimir a testosterona.,10,11,13

“O tratamento com o bloqueador degarelix proporciona diversos benefícios aos pacientes, como supressão rápida da testosterona e não ocorrência do flare clínico, ou seja, picos de hormônios que causam dores ósseas, compressão medular e outros comprometimentos de saúde resultantes do câncer de próstata avançado”, explica João Carvalho, urologista do Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ).

A Ferring anunciou o início da fase III do estudo clínico PRONOUNCE, que tem por objetivo comparar a ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes com câncer de próstata e doenças cardiovasculares (DCV) tratados com o antagonista do receptor de GnRH (degarelix) e pacientes com as mesmas condições tratados com um agonista do receptor de GnRH (leuprolida) ao longo de um ano. O estudo PRONOUNCE, uma parceria da Ferring com Memorial Sloan Kettering Cancer Center e Duke Clinical Research Institute, teve início em fevereiro deste ano e conta com 900 pacientes de mais de 50 centros nos Estados Unidos.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Chikungunya desafia ciência e já mata mais que dengue e zika no Nordeste

Fonte: UOL notícias


O número de mortes confirmadas por chikungunya no Nordeste está desafiando médicos e pesquisadores a buscar explicações do porquê de uma doença de taxa de mortalidade baixa apresentar saltos fora do padrão normal da doença. A doença é transmitida pelos mosquitosAedes aegypti e Aedes albopictus.
A chikungunya foi motivo confirmado de 45 mortes no 1° semestre na região, contra 35 mortes por dengue e cinco pelo vírus da zika. O número de mortes ainda deve crescer consideravelmente, já que há outras 400 mortes por arboviroses em investigação nestes Estados, todas sem causa confirmada.
O levantamento feito pelo UOL inclui dados das secretarias estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O governo de Sergipe não indica a quantidade de mortes em seus boletins divulgados nem a secretaria estadual de Saúde informou o número.
O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vírus, segundo o Ministério da Saúde. Até o fim de maio, 107 mil pessoas foram infectadas pela febre chikungunya –a região tem 87% das infecções registradas em todo o país. O número de pessoas infectadas no Brasil em 2016 já é quase nove vezes maior que as registradas em todo o ano passado: 13 mil.
Assim como dengue e zika, não existe um tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e dores articulares.

Gravidade da doença assusta

A dispersão da febre chikungunya pelo Nordeste tem deixado um rastro de adultos e idosos com dores crônicas graves que sobrecarrega os serviços de saúde, além de um número ainda não explicado de mortes. Os boletins das secretarias de saúde estaduais trazem aletas da gravidade da situação.
O cenário epidemiológico das arboviroses urbanas em nosso Estado revela a ocorrência de grande número de óbitos, caracterizando uma situação preocupante para a vigilância epidemiológica”


Boletim do Rio Grande do Norte
No primeiro semestre de 2016, o número de mortes por arbovirores cresceu 426% no Rio Grande do Norte. O Estado é o que tem maior incidência de chikungunya do país.

Mais fatal que dengue

Os índices de mortes apontados pelos Estados apontam para um mais vítimas fatais entre os infectados por chikungunya que entre os infectados por dengue.
Em Pernambuco, Estado líder em mortes pela doença na região, o índice de mortalidade de chikungunya é seis vezes maior que o da dengue. Até junho, foram sete mortes confirmadas de dengue para 19.304 pessoas infectadas (média de 0,4 morte para mil casos). Já no caso da chikungunya, são 11.273 casos confirmados de infecção, com 26 mortes: 2,1 para cada mil casos.
O índice é maior do que o apresentado na literatura médica. A letalidade de dengue nas Américas em 2014 foi de 0,7 óbitos por mil casos, enquanto o de chikungunya era de 0,2 por mil casos.
O infectologista Kleber Luz, integrante do grupo de cientistas do Ministério da Saúde que investiga o problema, diz que essa taxa de mortalidade “aparentemente” maior para a febre que no caso de outras arboviroses intriga os especialistas.
[As mortes] têm preocupado muito a comunidade científica, realmente é um comportamento estranho da doença. A expectativa é que a chikungunya não produzisse óbitos. A coisa ganhou uma dimensão maior”
Kleber Luz, professor da UFRN
Para o Ministério da Saúde, ainda é preciso investigar mais detalhadamente as mortes por chikungunya “para que seja possível determinar se há outros fatores associados, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros”. Luz diz que o Ministério da Saúde vai debater um protocolo para investigar o problema. Ele diz que, no final de julho, um grupo da comunidade científica deve se reunir em João Pessoa para essa discussão.

A doença

A transmissão da febre chikungunya foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2014. Os sintomas da doença são: febre acima de 39 graus e de início repentino e dores intensas nas articulações de pés e mãos. Pode ocorrer, também, dores de cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
Contra o avanço da doença e reações mais graves, o Ministério da Saúde já formulou o Guia de Manejo Clínico, com orientações sobre o diagnóstico precoce e manejo para profissionais de saúde.

Luiz Tito/Folhapress

sexta-feira, 20 de maio de 2016

No último dia de vacinação contra gripe, Paraíba ainda não atingiu meta

Fonte: ClickPB


A Campanha de vacinação contra a gripe se encerra nesta sexta-feira (20) e a Paraíba ainda não atingiu a meta estabelecida. De acordo com balanço da Secretaria de Saúde do Estado, até o fim da tarde desta quinta-feira (19), a Paraíba vacinou 76,88% da população prioritária, o equivalente a 655.944 pessoas. A meta é vacinar 80% da população de 946 mil, considerada como grupo de risco. A campanha deste ano foi aberta oficialmente no dia 30 de abril. 
Em João Pessoa, foram imunizadas 109.416 pessoas, o correspondente a 70,24% da meta, ou seja, ainda faltam ser vacinadas na capital 14.584 pessoas. Alguns postos de saúde de João Pessoa chegaram a ficar sem vacina, o que fez com que algumas pessoas tivessem que voltar novamente aos postos para conseguirem se imunizar.
Já em Campina Grande, a meta foi superada. Na cidade, foram imunizados 91,03% do público-alvo, o que corresponde a 75.463. O total de pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha é de 70.872, ou seja, cinco mil pessoas se vacinaram além da meta. De acordo com a Secretária de Saúde do Município, o foto ocorreu devido ao número elevado de profissionais de saúde na cidade. A meta era vacinar 6.826 trabalhadores da cidade que atuam em hospitais, Unidades Básicas de Saúde, clínicas e laboratórios públicos e privados.  
“Embora o encerramento da campanha esteja programado para esta sexta, os municípios que ainda não alcançaram a meta ou ainda possuírem doses disponíveis, podem seguir vacinando a população prioritária”, explica a gerente estadual de Imunização, Isiane Queiroga.
Para a campanha em 2016, a Paraíba recebeu um milhão de doses da vacina contra a gripe. O público-alvo são crianças de seis meses a menores de cinco anos, indivíduos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema prisional, população indígena, trabalhadores de saúde, portadores de doenças crônicas e jovens 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas. O público-alvo deve apresentar o cartão de vacinação nos postos.
A vacina, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano (A/H1N1, A/H3N2 e Influenza B). Em todo o país, 78,2% do público-alvo já foi imunizado. 
De acordo com o Ministério da Saúde, apenas nove estados alcançaram cobertura superior a 80%: São Paulo (89,4%), Distrito Federal (89,2%), Espírito Santo (87,6%), Amapá (86%), Santa Catarina (85,8%), Rondônia (85,3%), Paraná (84%), Rio Grande do Sul (83,1%) e Goiás (81,8%).

terça-feira, 17 de maio de 2016

"Não há recursos para se dar tudo a todos", diz novo ministro da Saúde sobre SUS

Fonte: Agência Brasil


O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (17) que vai buscar, junto à equipe econômica do presidente interino Michel Temer, a aplicação do que foi previsto para o setor no Orçamento 2016. Houve, segundo ele, um corte de R$ 5,5 bilhões no setor, feito pelo governo da presidenta afastada Dilma Rousseff.

“Espero poder recompor esses valores para que todos os compromissos do ministério sejam cumpridos. Se a equipe econômica, que acaba de se instalar, não tiver condições de recompor esses valores, aí, sim, nós iniciaremos uma análise de que áreas poderão cooperar com o ajuste fiscal.”


Ministro da Saúde, Ricardo BarrosElza Fiúza/Agência Brasil
Questionado sobre a possibilidade de reduzir o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS), Barros destacou que trata-se de uma cláusula da Constituição que prevê saúde universal para todos, mas admitiu que “não há recursos para se dar tudo a todos”, disse o ministro. “O SUS tem funcionado com os recursos que tem, atendendo ao máximo de pessoas, com as melhores condições possíveis.”

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro afirmou que a capacidade financeira do governo para suprir garantias a que os cidadãos têm direito não são suficientes e que o país não está em um nível de desenvolvimento econômico que permita garantir esses direitos por conta do Estado. Sobre o material, publicado hoje, Barros disse estar se referindo à reforma da Previdência e não ao SUS.

“Tratei, na entrevista que dei, sobre a repactuação da Previdência, porque ela consome 50% dos recursos que nós arrecadamos. Houve um acordo, uma repactuação em Portugal, na Grécia, na Espanha. E haverá um momento em que isso precisará ser resolvido”, disse. “Foi uma fala de contexto, do porquê das dificuldades para o financiamento do SUS e as dificuldades ocorrem porque não há o equilíbrio fiscal.”

“A equipe econômica dará respostas à questão. Eu fui incumbido da área da saúde e, na área da saúde, procurarei garantir os recursos que estão no Orçamento, mas reconheço que não devo pedir mais recursos do Orçamento no momento. Eu relatei o Orçamento, e sei que não é possível ampliar recursos para nenhuma área, pelo contrário, a queda na arrecadação promoverá cortes que eu espero que não atinjam a saúde.”

terça-feira, 12 de abril de 2016

Vereador quer incluir professores em grupo prioritário para recebimento de vacinas

Fonte- Assessoria


Projeto de Lei do Vereador Icaro Teixeira(PMDB) garante aos professores preferências para receber vacinas contra doenças infectocontagiosas



A Câmara Municipal de Alagoa Nova deverá apreciar nos próximos dias um projeto de Lei de autoria do Vereador Ícaro Teixeira que inclui os professores da cidade no grupo de risco de doenças infectocontagiosas, garantindo assim preferência da classe no recebimento de vacinas.

Segundo o vereador, os profissionais de saúde, gestantes, idosos, crianças pequenas dentre outros já tem essa preferência assegurada, mas a classe de professores está exposta a riscos altíssimos de contaminação.

“Imaginem o tamanho da exposição de um professor, que diariamente trabalha em um local fechado com mais de 20 pessoas tendo contato direto com todas elas. Toda a população deverá receber a vacina, mas de imediato é necessário proteger quem está mais exposto, e trazendo essa segurança para os professores, estaremos prezando pela integridade de toda a comunidade escolar” – afirma o vereador.


                Nos últimos dias a grande incidência da gripe H1N1 criou uma corrida da população às clínicas de vacinação particulares, que chegam a cobrar R$150,00 pela aplicação da vacina, já que o Ministério da Saúde só está começando a enviar os lotes na segunda metade de abril.

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